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Terminou no último dia 7 de dezembro o prazo para o pecuarista apresentar os comprovantes de vacinação contra a febre aftosa na unidade de defesa agropecuária da SAA (Secretaria de Agricultura e Abastecimento).
A expectativa da defesa agropecuária paulista é que nesta segunda etapa, onde o produtor teve que imunizar todo o rebanho, seja superior a registrada em maio deste ano.
“Em maio, houve uma adesão menor, pois acreditamos que o pecuarista não compreendeu claramente a orientação que era obrigatória a vacinação do rebanho com até 2 anos de vida. Nesta segunda etapa os números parciais demonstram que quase atingimos 100% de cobertura no Estado”, comenta Cláudio Alvarenga de Melo, chefe da CDA (Coordenadoria de Defesa Agropecuária).
Neste ano, a CDA implantou um software gerenciador das declarações de vacinação do rebanho, onde é possível, após inserir todas as declarações da vacinação, os técnicos levantarem instantaneamente as propriedades onde não ocorreu a vacinação. A expectativa é de que as informações estejam disponíveis para consulta já na próxima semana.
“Com essa facilidade, fica mais preciso o controle efetivo da vacinação. Com essas informações em mãos, acionamos o proprietário rural para prestar esclarecimentos e apresentar as notas fiscais de compra da vacina. Se realmente o rebanho não for vacinado, a unidade da CDA expede uma guia de autorização para a compra das doses necessárias. Pode inclusive, ocorrer uma vacinação assistida”, explica Melo.
Caso não o faça dentro do período, o pecuarista está sujeito a multas, cujo valor vai de de três Ufesps (unidades fiscais de São Paulo), a R$ 15,85 cada uma, ou seja, R$ 47,55 por cabeça, a 5 ufesps, total de R$ 79,25 por cabeça. Depois disso, a coordenadoria acompanha, junto com o criador, a imunização de 100% do gado.
Para esta etapa da vacinação contra a febre aftosa foram disponibilizadas mais de 13 milhões de doses. O Estado de São Paulo possui um rebanho da ordem de 12 milhões de cabeças, mas é um importante corredor de exportação da carne bovina brasileira. Na pauta do agronegócio paulista, a carne é o segundo item, com US$ 3,16 bilhões em vendas externas, atrás somente do setor sucroalcooleiro.
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